09. EXPERIÊNCIAS VIVIDAS: PÉ FUNDIDO

Tem passagens na nossa vida que jamais esquecemos. Assim foi ao conversar com meu amigo Ricardo Silva Telles, engenheiro civil, amigo e companheiro da mesma empresa por muitos anos. Continua um grande amigo desde sempre.

Isso aconteceu há muitos anos, quando decidimos parar um moinho de bolas de cimento, em uma simulação de parada de emergência. Isso para podermos ver como estava sua condição instantânea de tudo o que precisa ser visto num moinho deste tipo. Tecnicamente se chama de “crash stop”, mas isto é um detalhe.

Com um equipamento desse porte, fica muito caro tanto a parada e retomada da produção, como o que deixa de ser produzido nesse tempo parado. Assim, não esperamos o intervalo necessário para o resfriamento, pensando só em custo. Na descida pela porta de inspeção, muito estreita, o Ricardo desceu normal, pois ele era magro. Eu desci a jato, pois a camisa do meu uniforme subiu enroscada na porta e eu assei a barriga e as costas, simultaneamente. Desci sem usar os degraus da escada e coloquei meus pés na carga moedora!

Para quem não sabe o que é um moinho de bolas, explicamos um pouco mais. O moinho a que nos referimos tinha 4m de diâmetro por 12m de comprimento! Todo ele é forrado na parte interna, com um revestimento de aço cromo manganês, para poder suportar o impacto das bolas e da carga moedora, e suportar o atrito produzido durante o processo de moagem. As bolas podem ter diâmetros variando entre 90 a 20mm. Durante a moagem, gera um enorme calor interno no moinho.

Continuando a epopéia!

Como se não bastasse, sentimos cheiro de borracha queimada e o calor nos nossos pés em contato com as bolas e o cimento extremamente quente, foi desesperador. O calor extremamente forte. Muito vapor em nossos óculos!

Simplificando, derretemos a sola das nossas botinas de segurança e tivemos que subir tão rápido como descemos, pois nossas botas estavam fundindo quase junto com os pés e o nosso miolo cozinhando. Se perguntarem para mim se barriga e costas queimaram outra vez na porta de inspeção, posso assegurar que isso não importava. Queríamos ar puro e fresco para respirar e as botas, longe dos pés!

Lições aprendidas à duras penas.

A pressa não justifica correr riscos. A SEGURANÇA É PRIORIDADE MÁXIMA.

Algumas perguntas ficam no ar:                                                         

  • Será que ainda hoje, pessoas adotam estas atitudes de risco sem medir as consequências em sua empresa?
  • Que fazer para que COMPORTAMENTOS SEGUROS sejam hábitos e não exceção?
  • Você adota “conversações diárias de segurança”, antes de iniciar a jornada de trabalho?
  • ACIDENTE ZERO é a sua prioridade e a de seus colaboradores?
  • Você conhece e aplica a metodologia do IVC – Inspeção com Visão Crítica? Está esperando o quê? Um acidente fatal para daí pensar no assunto?

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