46. EXPERIÊNCIAS VIVIDAS: MORRO DA CRUZ

Vou falar um pouco da cidade de Itajaí – SC, para que você viaje conosco nesse evento que queremos contar. Ela está situada a 90 km de Florianópolis, capital do estado e tem 220.000 habitantes. Nela deságua o Rio Itajaí Açu, que pelo seu porte, abriga um grande e importante porto fluvial e marítimo em sua foz. A origem do nome da cidade ainda hoje, depois de 100 anos de discussão, continua sem uma definição. Vamos falar de 2 versões: a) Rio dos Taiás (que é uma planta comestível) e Água do Senhor da Pedra. Inicialmente era habitada pelos índios carijós e depois, por portugueses açorianos e madeirenses, que deixaram marcas fortes, principalmente na culinária, que é deliciosa. Esse Rio Itajaí Açu, já causou grandes estragos por suas enchentes. Em novembro de 2.008, inundou 90% da cidade

Agora vamos falar de nossa Célula de Apoio, nome dado por ser muito mais que uma Brigada de Incêndio, mas por ajudar no gerenciamento do dia a dia da Fábrica de Cimento – Itajai – SC, pertencente à Votorantim Cimentos. Ela era comandada pelo Técnico de Segurança Jose Vitor. Esse TIME foi treinado fortemente em vários fundamentos e era altamente capacitada.

Nossa Célula de Apoio já havia atuado em algumas atividades comunitárias, como:

  • Recuperação de áreas degradadas pela mineração da própria empresa
  • Limpeza das margens do Rio Itajaí Açu
  • Plantio de pomar na fábrica e entorno
  • Implantação da horta comunitária
  • Apoio na extinção de um incêndio em um depósito de inflamáveis
  • Plantão voluntário de 48h em fim de semana no Corpo de Bombeiros
  • Combate a um incêndio em área remota cujo acesso foi de helicóptero
  • Combate a erosão nos fundos da fábrica utilizando “matacos”
  • Apoio ao Grupo Escolar em atividades de conservação de energia elétrica
  • Simulações de acidentes
  • Plantio de uma barreira vegetal para não incomodar nossa vizinhança
  • Plantio de mata ciliar em propriedade da empresa, …

Mas havia uma coisa que incomodava o nosso TIME. Era o Morro da Cruz, um ponto turístico por ser um morro alto, mas que era todo mutilado por torres de transmissão de toda natureza e ser “pelado”, por vários incêndios. A vista era muito feia. A encosta ainda tinha riscos de desmoronamentos.

Nosso desejo não era de somente plantar 400 árvores nativas, mas transformar aquele evento em uma jornada educativa e também menos penosa, envolvendo outras entidades da comunidade. Como tínhamos vários colaboradores atuando em diferentes frentes, arregimentamos cidadãos de grupos muito ecléticos nesse dia do mutirão:

  • Escoteiros
  • Surfistas
  • Universitários da Univali
  • Nós da Célula de Apoio

Foi muito divertido ver pessoas com tão diferentes atividades na sua vida normal, na maioria adolescentes e jovens, empenhados naquela tarefa, que não foi nada fácil, tanto pelo solo rochoso e com pouca camada de cobertura, como pela inclinação do terreno. Mas nada disso nos intimidou e quando a missão estava cumprida, fizemos um lanche muito gostoso para recomposição das energias. Foi um momento delicioso de integração comunitária e melhoria da imagem da empresa.