Arrumar a casa para ser competitivo

Todas as organizações são compostas por inúmeros processos, os quais são representados por entrada, processamento e saída.

Em outras palavras qualquer processo é alimentado por entradas que podem ser matérias primas, informações, requisitos, especificações as quais são transformadas ou processadas gerando uma saída também chamada de produto ou serviço, a qual deve satisfazer plenamente a real necessidade do cliente – interno ou externo.

Esta “cadeia” de processos envolvendo pessoas, metas, indicadores e objetivos claramente definidos é que dá vida a organização tornando-a competitiva e dando perenidade a qualquer negócio.

Quando dizemos que a casa deve estar arrumada para que as organizações possam enfrentar este ambiente altamente competitivo, estamos nos referindo ao pleno e total controle de todos os processos que a compõem.

Cada processo deve ter um dono, cuja principal atribuição é produzir um produto ou serviço com qualidade e da maneira mais econômica possível.

Para que o processo esteja sob controle, o dono do processo precisa:

Conhecer as reais necessidades do seu cliente interno ou externo, ou seja, aquele que irá receber seu produto ou serviço – saída do processo. Algumas vezes, deve criar necessidades que seus potenciais clientes se surpreendam e se encantem com elas.
Fazer com que o responsável pela entrada do seu processo também conheça plenamente as suas reais necessidades.
Capacitar de forma adequada às pessoas responsáveis por transformar a entrada utilizando os mínimos recursos materiais e humanos do seu processo, em saída com máxima eficácia para seus clientes.
Criar indicadores de desempenho que meçam os desempenhos dos processos e suas respectivas metas, bem como sejam a base para a definição de novas metas e premiação dos resultados obtidos.
Instituir um disciplinado gerenciamento da rotina para avaliar o desempenho dos indicadores e suas respectivas metas.
Atuar de forma estruturada na análise e solução de problemas, quando algum desvio for detectado em relação à meta definida, no menor espaço de tempo possível.
Estar sempre atento as constantes mudanças em relação às necessidades dos clientes.

Portanto, competitividade é sinônimo de casa arrumada, onde desperdícios e retrabalhos inexistem, os processos estão sob total controle dos seus respectivos donos, as pessoas estão capacitadas e motivadas, e os clientes, tanto internos como externos, estão plenamente satisfeitos.

E como se consegue tudo isto? Simplesmente trabalhando-se de forma inteligente, onde o uso sistemático de metodologias de gestão e ferramentas de apoio deve estar na cultura das pessoas, fazendo com que elas lancem mão das mesmas de uma forma natural e espontânea.

Casa arrumada significa redução de custos na fabricação do produto ou serviço final, o que faz com que o preço de venda seja competitivo e por conseguinte a organização seja competitiva e perene.

 

 

Autor: Lauro Klüber Junior – Administrador
Empresa: Gerente de Sistemas de Gestão da Votorantim Cimentos Ltda.