Todo problema tem solução!

No atual contexto, mais do que nunca, torna-se imperativo o estabelecimento da maximização do rendimento dos recursos disponíveis, em qualquer ramo de negócio. Assim, o atendimento de tal condicionante, irá promover em última análise, a rentabilidade esperada, a perenização do negócio e a evolução contínua de crescimento.

Quando nos referimos à maximização do rendimento dos recursos, estamos nos preocupando em fazer com que os desempenhos desejados, venham a ocorrer dentro do “deveria“, ou seja, nas condições esperadas. Desta forma, quando os resultados fogem do curso esperado, deve-se identificar a causa fundamental e estabelecer as ações necessárias para sua reversão. Neste particular, tem-se observado uma tendência natural humana de tratar problemas, causas e soluções, confundindo inconscientemente uns com os outros, ou sem determinar onde os mesmos se enquadram no processo racional para a solução do problema. Assim não se faz distinção entre o que está errado e que necessita ser corrigido, o que foi que fez surgir o problema, e quais as decisões que devem ser estabelecidas para saná-lo definitivamente. Em suma, desperdiça-se uma grande quantidade de tempo e de recursos financeiros sem solucionar os problemas.

Pode haver desperdícios diretos, ao se tentar discutir muitos problemas diferentes de forma inconclusiva, ou indiretamente, privando a organização dos benefícios que poderia ter produzido se os envolvidos nas questões estivessem fazendo de forma focada e racional.

Mais dramático ainda, é quando os administradores/gestores/técnicos/etc., são fracos solucionadores de problemas, e podem com isso, custar muito dinheiro para a organização, decidindo sobre uma ação que prova ser irrelevante para eliminar o problema.

Por exemplo, uma indústria que se vê às voltas com repentino aumento de temperatura do mancal do motor de acionamento do seu principal equipamento no processo produtivo. Para fazer frente a tal necessidade, foi encomendado um dispositivo eletrônico com o objetivo de estabelecer a redução do ritmo do equipamento e, ao mesmo tempo, fazer atuar sistema de ar comprimido para sua refrigeração caso a temperatura venha atingir níveis críticos, a fim de não comprometê-lo. Este e outros tipos de paliativos são muito comuns e a tendência da condição, poderá ser de assimilações e acomodações, e pior que isso, quando outras situações de desvios também recebem tratamento análogo, o resultado é a degeneração e o colapso total. Enfim, muitas organizações estão acometidas deste mal, e as falhas na solução de problemas têm origem num fato básico: um problema não pode ser resolvido sem que sua “causa” seja efetivamente identificada e tomadas ações corretas para a eliminá-la.

Um problema é um efeito indesejado, algo que precisa ser corrigido ou eliminado. É ocasionado por algum evento específico ou uma combinação de acontecimentos ou fatores. Para eliminar eficazmente os efeitos, precisamos saber como foi que o problema surgiu. Qualquer decisão baseada em uma falsa causa, será ineficaz, demasiada e desnecessariamente cara, e algumas vezes, altamente perigosa.
Portanto , é de capital importância prepararmos nossas equipes quanto ao uso de senso crítico apurado para identificar e questionar desvios, e principalmente instrumentá-los de metodologias para análises racionais, pois em assim procedendo, além de potencializarmos a produtividade do conhecimento humano, estaremos elevando a motivação e o moral interno, gerando massa critica para aculturamentos voltados à busca de causas, por fim minimizando a ocorrência de problemas sem solução. Esta condição, sem dúvida alguma, dará imensa contribuição ao grau de competitividade do negócio, pois além de reduzir custos, promoverá agregações à qualidade dos produtos ou serviços, e, sobretudo, acabará com os afogadilhos decorrentes que interferem na qualidade de vida da equipe de colaboradores.

Por fim, devemos nos estruturar das condições básicas para promover de forma saudável a nossa competitividade e conseqüente sobrevivência diante do atual cenário, pois “só quem tem competência, se estabelece”.

Autor: Paulo Sérgio Garcia – Contador e Especialista em Gestão de RH
Empresa: IBC – Instituto Brasileiro para a Competitividade